Miguel Araújo: da Giesta para o mundo

“Giesta” é um álbum intimista, que recupera memórias de casas que já não existem, de pessoas que já não são e de anos que já passaram.

Giesta é o nome daquele vulgar e daninho arbusto de flores amarelas que se dá ao longo das bermas das estradas. É também o nome do lugar onde eu nasci.” Esta é a primeira frase que lemos quando abrimos o terceiro álbum a solo de Miguel Araújo. Um álbum que está repleto de histórias que nos revelam a essência do músico através dos temas – compostos na totalidade na cidade do Porto.

Ouvir este álbum é ser invadido pela infância de Miguel Araújo. Dentro do seu estilo tão peculiar e humano, escutamos músicas sobre a casa da sua avó materna que já morreu, sobre os seus 16 anos, sobre a épica queda de Axl Rose no concerto de Alvalade, em 1992, e até sobre a música “Sangemil” que foi feita enquanto dormia.

“Giesta” é uma homenagem ao Porto, cidade onde nasceu, cresceu e ainda hoje vive, mas é sobretudo uma homenagem aos primeiros anos de vida do músico. Uma infância que “não teve nada de especial”, afirma, mas que é justamente por ser como tantas outras que faz com que todos nós mergulhemos nas nossas memórias, ao mesmo tempo que ouvimos as do músico. Porque “a giesta fura sempre o alcatrão. Porque da giesta não se avista o mar.” Veja aqui a nossa conversa com o Miguel Araújo.

 

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